Atualizado em junho de 2026 | Por Diego Sena Neves Santos, CEO da Sena Negócios Hub, aprovado no CHCS Todos os Ramos da ENS em janeiro de 2026
Se você está pesquisando como funciona um hub de corretora SUSEP, esse artigo explica tudo: a base legal que ampara o modelo, o funcionamento operacional na prática, o tipo de contrato, a estrutura tecnológica fornecida, e quem pode aderir. Vou usar termos técnicos quando necessário, mas a leitura é completa para quem está chegando ao setor agora.
O que é um hub de corretora SUSEP
Um hub de corretora SUSEP é uma corretora de seguros registrada na Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) que opera no modelo de cadastro de prepostos autorizados. Ou seja: uma corretora com SUSEP ativa que recebe formalmente vários profissionais de vendas como prepostos cadastrados, oferecendo a eles acesso a sua estrutura regulatória, tecnológica e comercial.
Diferente da franquia tradicional, hubs modernos operam 100% digitalmente, sem taxa de entrada, sem exigência de escritório físico, e com contratos curtos (na Sena, mês a mês e sem fidelidade). A proposta é simplificar a entrada do profissional no mercado regulado de seguros, eliminando as barreiras de custo, tempo e estrutura física que caracterizam o modelo tradicional.
A base legal: as 2 normas que amparam o modelo
Hubs de corretora SUSEP não são modelo informal. São operações amparadas oficialmente por duas normas brasileiras consolidadas:
Resolução CNSP 295/2013
Resolução do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) que dispõe sobre normas relativas aos corretores de seguros. Estabelece, entre outras coisas, a figura do preposto autorizado — profissional formalmente vinculado a uma corretora SUSEP registrada com poderes para atuar comercialmente em nome dela.
Circular SUSEP 127/2000
Circular da SUSEP que regulamenta a operação das corretoras de seguros e seus prepostos autorizados. Define os procedimentos formais de cadastro, a responsabilidade técnica da corretora vinculadora e as obrigações do preposto.
Juntas, essas duas normas formam a base regulatória do modelo hub. Toda corretora SUSEP brasileira pode operar com prepostos autorizados desde 2013 — e milhares de profissionais já operam nesse modelo legalmente desde então.
O funcionamento operacional na prática
Vamos explicar o fluxo completo de operação de um hub de corretora SUSEP, do cadastro do preposto até a comissão recebida em conta:
Etapa 1 — Ficha e contrato digital
O profissional preenche uma ficha curta (na Sena: nome completo, CPF, e-mail, WhatsApp com DDD, endereço com CEP e dados pra receber comissão, em uns 2 minutos) e recebe o contrato digital de parceria, que assina pelo celular. O contrato formaliza o vínculo com a corretora SUSEP e garante a carteira do parceiro. A partir daí, o profissional atua como preposto autorizado, com a cobertura regulatória da corretora.
Etapa 2 — Login e pagamento no portal
Assinado o contrato, login e senha chegam no e-mail do cadastro. Na primeira entrada no portal, o parceiro paga a mensalidade (na Sena, R$ 99,90 por PIX ou cartão, mês a mês, sem adesão e sem fidelidade) e o acesso é liberado na hora.
Etapa 3 — Acesso à estrutura e à Academy
O pagamento libera a estrutura operacional do hub: multicálculo proprietário (que cota dezenas de seguradoras com CPF, placa e CEP), cotação também pelo WhatsApp, painel de comissões, materiais de marca e a Academy interna (na Sena, 5 módulos, 14 aulas, cerca de 20 minutos). A Academy não é pré-requisito: dá pra cotar o primeiro cliente no mesmo dia. Na Sena, depois que o parceiro está dentro, o Diego faz uma conversa de boas-vindas pra acompanhar as primeiras cotações.
Etapa 4 — Captação e cotação de clientes
O parceiro começa a captar clientes pelos canais que preferir (rede pessoal, indicação, redes sociais, anúncios). Cada cotação é feita pelo multicálculo do hub, que retorna em poucos minutos as melhores opções entre dezenas de seguradoras parceiras. O parceiro envia a cotação ao cliente, fecha a contratação e acompanha a emissão da apólice.
Etapa 5 — Emissão da apólice e recebimento da comissão
A apólice é emitida pela seguradora vinculada à SUSEP do hub. A seguradora paga a comissão integralmente para a corretora SUSEP registrada (o hub). O hub repassa ao parceiro o percentual previsto em contrato — na Sena, de 50% (Bronze) a 80% (Diamante) da comissão, pelo plano de carreira. A mensalidade é cobrada à parte (R$ 99,90 por mês); se houver comissão a receber, dá pra combinar o abatimento com o ADM.
Etapa 6 — Gestão da carteira recorrente
Cada apólice emitida gera comissão recorrente a cada renovação anual. O parceiro acumula carteira de renovações ao longo do tempo, criando receita previsível que se soma à receita de novas vendas. Em modelos com cláusula contratual de continuidade comercial da carteira atendida, essa renovação fica vinculada ao profissional mesmo em caso de migração futura para SUSEP própria.
Quem pode aderir a um hub de corretora SUSEP
Os requisitos formais de adesão são intencionalmente simples para permitir entrada de profissionais em transição. Os critérios típicos são:
- Ter 18 anos completos.
- CPF regular junto à Receita Federal.
- Residir no Brasil (qualquer cidade ou estado).
- Ter WhatsApp e e-mail (é por onde chegam o contrato e o login).
- Aceitar os termos contratuais (mensalidade, divisão de comissão, cláusula de carteira).
O que NÃO é exigido: certificado da ENS, aprovação SUSEP individual, CNPJ ou MEI, ensino superior, experiência prévia no setor, escritório físico, equipe operacional, capital de giro mínimo, garantias contratuais. Esses são os pontos que diferenciam o modelo hub da SUSEP independente e da franquia tradicional.
Os 5 perfis profissionais que mais se beneficiam do modelo hub
Perfil 1 — Profissional em transição de carreira
Quem está vindo de outra área (varejo, financeiro, imobiliário, atendimento) e quer testar o setor de seguros antes de fazer investimento maior. O modelo hub permite começar com custo baixo (na Sena, R$ 99,90 por mês, sem fidelidade), validar a aderência ao setor, e decidir nos primeiros 6 meses se vale tirar SUSEP própria.
Perfil 2 — Vendedor de proteção veicular pós-LC 213/2025
Com a regulamentação das Associações de Proteção Veicular pela LC 213/2025, milhares de vendedores precisam se reposicionar no mercado regulado. O modelo hub é o caminho mais direto: cadastro como preposto autorizado, acesso imediato a 30+ seguradoras tradicionais, manutenção da carteira existente.
Perfil 3 — Estudante do CHCS da ENS
Quem está cursando o CHCS (9 meses) e quer operar comercialmente durante o processo. O modelo hub permite gerar renda e construir carteira em paralelo ao estudo, evitando o desgaste financeiro de ficar 12 a 18 meses sem comissão.
Perfil 4 — Profissional digital
Quem opera via WhatsApp, redes sociais e indicação, sem perfil de escritório físico. Hubs modernos foram desenhados exatamente para esse perfil: estrutura 100% digital, materiais para redes sociais, integração com WhatsApp Business.
Perfil 5 — Corretor SUSEP independente que quer carteira complementar
Corretor que já tem SUSEP própria mas quer acesso a ramos ou produtos não cobertos por suas seguradoras credenciadas individualmente. Pode operar simultaneamente como corretor independente e como preposto em hub para complementar portfólio.
Os 4 critérios para escolher um hub regulado em 2026
Critério 1 — SUSEP ativa e regular
Antes de qualquer coisa, consulte o número SUSEP do hub no portal oficial da SUSEP (www2.susep.gov.br/safe/Corretores). A corretora vinculadora precisa ter SUSEP ativa e sem restrições. Esse é o critério mínimo absoluto.
Critério 2 — Cláusula expressa de carteira
Leia integralmente a cláusula contratual sobre carteira. A pergunta que precisa ser respondida com clareza é: "se eu sair do hub, levo minha carteira comigo?". A resposta correta em hubs modernos bem estruturados é sim, com cláusula expressa permitindo migração documentada.
Critério 3 — Transparência sobre divisão de comissão
O percentual de comissão repassado ao preposto precisa estar definido com clareza. Na Sena, os percentuais de cada plano são públicos: 50% no Bronze (entrada), 60% no Prata, 70% no Ouro e 80% no Diamante. Desconfie de modelos que não dizem o percentual por escrito — geralmente são abusivos.
Critério 4 — Estrutura tecnológica funcional
Hub que não fornece multicálculo robusto, CRM, integração com WhatsApp e materiais comerciais não é hub — é apenas corretora terceirizando comercial. Antes de assinar, peça demonstração da estrutura tecnológica e converse com 2 a 3 parceiros ativos para confirmar que tudo funciona.
Como funciona a Sena Negócios Hub
A Sena Negócios Hub é uma das operações no Brasil estruturadas no formato de hub regulado moderno. Sediada em Itabuna-BA, corretora SUSEP 262176424, opera com 30+ seguradoras (Porto Seguro, Bradesco, HDI, Tokio Marine, Allianz, Mapfre, Zurich, Suhai, Azul, Yelum, AXA e outras, além de Itaú e Darwin em produtos específicos), multicálculo proprietário pelo portal e pelo WhatsApp, e cadastro formal de preposto autorizado conforme CNSP 295/2013.
Características operacionais do modelo Sena: sem taxa de entrada, R$ 99,90 por mês, sem fidelidade (se tiver comissão a receber, dá pra combinar o abatimento com o ADM), plano de carreira de 50% (Bronze) a 80% (Diamante) da comissão, carteira do parceiro garantida em contrato, Academy interna (5 módulos, 14 aulas) e operação 100% digital, com acesso no mesmo dia do pagamento. CEO da operação é Diego Sena Neves Santos, aprovado no CHCS Todos os Ramos da ENS em janeiro de 2026.
Outras operações no formato hub regulado incluem Beviseguros, Profee, Lojacorr (modelo híbrido) e algumas operações regionais. Recomendamos avaliar 2 a 3 modelos antes de decidir, aplicando os 4 critérios listados acima.
Perguntas frequentes
Conclusão: o modelo hub é o caminho moderno para entrar no setor regulado
O modelo hub de corretora SUSEP é a alternativa mais acessível e flexível para profissionais que querem operar no mercado regulado de seguros sem o custo e o tempo de SUSEP individual. Amparado por norma desde 2013, operado por dezenas de corretoras no Brasil, e usado por milhares de prepostos autorizados ativos, é uma opção sólida para o perfil correto.
A escolha do hub certo, no entanto, é decisão de carreira que merece análise cuidadosa. Aplique os 4 critérios listados (SUSEP ativa, cláusula de carteira, divisão de comissão transparente, estrutura tecnológica funcional) e compare 2 a 3 modelos antes de decidir.
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