Sena Negócios HubSER PARCEIRO
Consultor comparando proteção veicular e seguro auto
20 Set 202612 min

Proteção Veicular ou Seguro: Qual Vale Mais a Pena Vender em 2026?

Comparativo honesto para quem vende: como a proteção veicular e o seguro remuneram o consultor, que cliente é de cada um, o que a LC 213/2025 mudou e por que a resposta prática é vender os dois com amparo regulatório.

DS

Diego Sena Neves Santos

CEO — Sena Negócios Hub | SUSEP 262176424

Por Diego Sena Neves Santos, CEO da Sena Negócios Hub. Vendo proteção veicular desde antes de ser corretor, e continuo vendendo.

Essa pergunta costuma virar briga de torcida. De um lado, quem diz que PV "não é seguro"; do outro, quem diz que seguro "é caro e recusa todo mundo". As duas frases têm um pedaço de verdade e nenhuma ajuda o consultor a ganhar dinheiro. Aqui vai o comparativo do jeito que interessa a quem vende: como cada um paga, pra quem cada um serve, e o que acontece quando você tem os dois na mão.


O que cada um é, sem torcida

ItemProteção veicular (PV)Seguro auto
NaturezaRateio entre associados de uma associação ou cooperativaContrato com seguradora, apólice, reservas técnicas
RegulaçãoLC 213/2025 + CNSP 491/492: supervisão da SUSEP em adequaçãoSUSEP, Lei 4.594/64, Marco Legal dos Seguros (Lei 15.040/2024)
Quem vendeConsultor da associaçãoCorretor SUSEP ou preposto autorizado de corretora
Preço pro clienteMensalidade, em geral menor; sem análise de perfil rígidaPrêmio anual (parcelável), depende de perfil, CEP, uso, carro
AceitaçãoCarros mais antigos, perfis que seguradora recusa; caminhão e moto com mais facilidadeCarro novo, financiado, frota, empresa; cliente que exige marca e apólice
Remuneração do vendedorAdesão + recorrência sobre a mensalidade (varia por associação)12% a 22% sobre o prêmio, na emissão e na renovação; preposto recebe 60% a 80% da comissão líquida no Hub

Como cada um paga o consultor

Proteção veicular

A força da PV é a recorrência: o associado paga todo mês e uma parte volta pro consultor enquanto ele fica. Uma carteira de algumas centenas de associados vira renda previsível. A fraqueza é o ticket: mensalidades menores, comissão menor por contrato, e a renda depende da permanência.

Seguro

A força do seguro é o ticket e a marca: um contrato de R$ 2.000 a R$ 5.000 por ano paga comissão de 12% a 22% de uma vez (e de novo na renovação), e o cliente aceita porque banco, empresa e seguradora reconhecem a apólice. A fraqueza é a seleção: seguradora recusa perfil, precifica alto em alguns CEPs, e a venda exige cotação.

Exemplo ilustrativo (não é promessa): seguro de R$ 3.000/ano com 15% de comissão = R$ 450 de comissão; o preposto do Hub com 70% recebe R$ 315 na emissão, e de novo na renovação. Uma PV de R$ 150/mês com recorrência de 10% para o consultor rende R$ 15/mês, R$ 180/ano, enquanto o associado ficar. Os percentuais de PV variam por associação; os de seguro, por seguradora e ramo.

Que cliente é de PV e que cliente é de seguro

  • Tende à PV: carro com mais de 10 anos, perfil com histórico de sinistro, CEP que a seguradora carrega, caminhão e moto em algumas regiões, quem quer parcela baixa sem vistoria complicada.
  • Tende ao seguro: carro zero ou seminovo de valor alto, carro financiado (muitos contratos pedem seguro com o banco como beneficiário, e a maioria dos bancos não aceita PV no lugar), empresa e frota, cliente que exige nota e apólice, quem quer cobertura de terceiros alta ou carro reserva de seguradora.
  • Os dois: famílias com mais de um carro, o cliente que tem o usado na PV e comprou um novo financiado, o transportador com caminhão na PV e carro de passeio no seguro.

O consultor que só vende PV perde o segundo grupo. O corretor que só vende seguro perde o primeiro. Quem tem os dois atende a lista inteira.

O que a LC 213/2025 mudou nessa conta

A Lei Complementar 213/2025 trouxe as APVs e cooperativas para a supervisão da SUSEP; as Resoluções CNSP 491 e 492 (maio de 2026) detalharam capital, governança e fiscalização. A PV não acabou, mas o consultor passou a precisar de amparo regulado para vender com segurança. Estar cadastrado como preposto autorizado de uma corretora registrada resolve isso e, de quebra, abre as 31+ seguradoras. Detalhe em LC 213/2025: o que mudou.

A resposta prática

  1. Mantenha a PV. É a sua carteira, é recorrente, e atende quem o seguro não atende.
  2. Agregue o seguro como preposto autorizado (CNSP 295/2013) em uma corretora registrada. No Sena Hub: 31+ seguradoras no multicálculo, sem taxa de entrada, mensalidade de R$ 99,90 abatível da comissão, cadastro em 7 a 30 dias.
  3. Pergunte antes de oferecer. Carro, ano, uso, financiado ou quitado, empresa ou pessoa física. A resposta diz qual produto entra primeiro.
  4. Não venda um contra o outro. O cliente que sai da PV pro seguro (ou o contrário) por pressão volta pra quem o atendeu melhor.

Perguntas frequentes


Próximo passo

Se você vende PV e quer ter o seguro na mão sem largar a associação, o Hub faz uma análise do seu perfil pelo WhatsApp. Sem compromisso. Se o seu caso é mais de financiamento (cliente trocando de carro), veja a parceria de financiamento.

Quer vender os dois com amparo regulatório?

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