Por Diego Sena Neves Santos, CEO da Sena Negócios Hub, consultor de proteção veicular em Itabuna-BA antes de ser corretor.
A resposta curta: sozinho, não; vinculado a uma corretora, sim. A resposta longa é o que decide se você vai fazer isso do jeito certo ou vai se expor. Vamos por partes.
Por que "sozinho, não"
A Lei 4.594/64 define que a intermediação de seguros é atividade do corretor habilitado e registrado na SUSEP. Um consultor de PV que cota e fecha seguro em nome próprio, sem registro e sem vínculo com corretora, está exercendo a profissão de forma irregular, mesmo que a seguradora emita. O risco não é só regulatório: sem vínculo, a comissão é informal e a carteira não é sua.
Por que "vinculado, sim"
A Resolução CNSP 295/2013, combinada com a Circular SUSEP 127/2000, permite que uma corretora registrada cadastre prepostos autorizados: profissionais que captam, cotam e intermedeiam sob a responsabilidade técnica da corretora. A apólice sai com o número SUSEP da corretora, a comissão é paga à corretora e repassada ao preposto conforme o contrato. Esse é o mecanismo legal para o consultor de PV vender seguro sem ter a SUSEP própria ainda.
Três caminhos, na ordem de tempo: (1) preposto autorizado em corretora registrada: 7 a 30 dias; (2) SUSEP própria via CHCS da ENS: 9 a 12 meses de curso mais o registro; (3) os dois ao mesmo tempo, o Modelo Ponte: opera como preposto enquanto faz o curso. Detalhes em Posso vender seguros enquanto tiro a SUSEP?
Como vender seguro junto com a PV, na prática
- Confira o seu contrato com a associação. Algumas têm cláusula de exclusividade; a maioria não impede que o consultor intermedeie seguro por uma corretora.
- Peça a análise de perfil em uma corretora que trabalhe com prepostos. No Sena Hub a análise é obrigatória: não é cadastro automático.
- Documentação e Academy. RG, CPF, comprovante de residência, dados bancários; treinamento interno de produtos e regras.
- Multicálculo no WhatsApp. Você manda os dados do cliente e do carro; recebe a comparação entre 31+ seguradoras; fecha com o cliente; a corretora emite.
- Regra de ouro no atendimento: pergunte antes de oferecer. Carro, ano, financiado ou quitado, uso, empresa ou pessoa física. A resposta diz se entra PV, seguro ou os dois.
- Comissão. A seguradora paga à corretora (12% a 22% sobre o prêmio, em geral); o preposto do Hub recebe de 60% a 80% da comissão líquida, no pagamento da apólice e na renovação.
O que muda na sua rotina (e o que não muda)
| Item | Antes | Como preposto |
|---|---|---|
| Cliente que pede seguradora | Vai embora | Você cota e fecha |
| Cliente que a seguradora recusa | PV | PV (continua) |
| Carteira de PV | Sua | Sua (a Sena não é APV) |
| Amparo regulatório | Só o da associação | Associação + corretora SUSEP 262176424 |
| Custo | — | Sem taxa de entrada; R$ 99,90/mês abatível da comissão |
| Financiamento do cliente que troca de carro | Vai pra outro | Indica pela Sena Soluções e recebe comissão (opcional) |
Os erros mais comuns
- "Indicar" pra um corretor amigo e achar que está amparado. Indicação informal não é preposto: sem cadastro, sem comissão garantida, sem carteira.
- Vender seguro contra a PV. O cliente da PV que foi bem atendido não precisa ser convencido de que "PV é ruim". Ele precisa de solução quando a PV não cabe.
- Prometer preço antes de cotar. Seguro é preço de perfil. A cotação vem primeiro.
Perguntas frequentes
Próximo passo
Se você quer vender seguro junto com a proteção veicular do jeito certo, o primeiro passo é a análise de perfil. Mandamos pelo WhatsApp uma leitura honesta do seu caso: se o Hub faz sentido, o que precisa, e quanto tempo leva.
Quer vender seguro junto com a PV, com amparo?
Análise de perfil pelo WhatsApp. Sem compromisso. A Sena não é APV e não substitui a sua associação.
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